24.1.12

«estranho como o ser humano é projetado pra sentir. nós amamos, nos machucamos, amamos de novo, somos felizes, somos tristes, choramos, damos risada e tudo isso gira em torno de um só sentimento. esse que nos leva à lugares que nunca imaginaríamos ir, lugares que nunca quisemos ficar, mas uma força tremenda nos faz mudar nossas concepções, nos faz mudar as feições instantaneamente, nos faz ser idiotas, nos deixa altruístas, e tudo isso dentro de uma pessoa só, dentro de um coração só. é incrível, mas ainda que amargurados, ainda que machucados, não perdemos a capacidade de amar, ainda que não exista vontade ou motivação, sempre há algo que nos faz acreditar de novo e errar de novo até acertar… essa é a caminhada do amor dentro de cada ser humano, sempre há uma nova chance de amar, sempre há uma oportunidade de se amar. quando imaginamos que não há mais nada a fazer, vem alguém e faz por nós, nos lembra que não nascemos pra ser sozinhos. temos todo o direito de amar errado, embora ninguém saiba o jeito certo. o amor, assim como a fênix, agoniza, morre e ressurge sem que percebamos. não é porque um amor não deu certo que nenhum mais dará, há sempre mais um jeito de amar a ser descoberto, não é porque um amor não deu certo que ele não foi verdadeiro, ele foi verdadeiro enquanto ainda podia ser sentido, enquanto podia sair do peito e atingir outro coração, quando essa transmissão não é mais possível, chega a hora de descobrirmos que sempre há mais uma maneira de ser feliz, seja com a mesma pessoa, se reinventando, seja com outra pessoa, se conhecendo ou sozinho se descobrindo.»

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