hoje a vontade de escrever saiu por todos os poros do meu corpo e agi involuntariamente. peguei no caderno que estava mais perto, agarrei a caneta e comecei a escrever. já passou tanto tempo desde a última vez que te escrevi e hoje senti realmente necessidade de o fazer. o que mais dói durante a morte é cair no esquecimento. no esquecimento da voz, do cheiro e do sorriso. por mais que tente, não consigo mesmo lembrar-me da tua voz e do teu cheiro. o sorriso posso vê-lo quando estou a observar fotos tuas, mas já não sei o que é senti-lo perto de mim. dói muito. dói mesmo muito porque sempre pensei que cada pedaço de ti ia ficar eternamente comigo. mas afinal isso não é verdade. só trago comigo aquilo que me ensinaste. e independentemente do que possas pensar, foi mesmo muito. eu lembro-me perfeitamente do dia em que te perdi. talvez seja o único momento da minha infância que eu consigo recordar com clareza. quando estavas no hospital e ninguém me dava noticías tuas, eu tremia. não conseguia dormir. estava deitada na cama ao lado da minha mãe e só pensava no medo que tinha de te perder. quando soube que nunca mais te voltaria a ver, uma parte de mim deixou de existir naquele momento. lembro-me do meu pai se sentar comigo e tentar explicar-me da melhor maneira o que tinha acontecido. baixei a cabeça e os meus olhos encheram-se de lágrimas. a partir daquele dia nunca mais fui a mesma pessoa. porque como eu já te disse, tu levaste uma parte de mim contigo. mas sei que pelo menos essa parte ficou com uma das melhores pessoas que já passaram na minha vida. ficou com uma pessoa que nutria realmente amor por mim. e acredita que eu acho incrível o amor entre pessoas do mesmo sangue.
3.4.12
hoje a vontade de escrever saiu por todos os poros do meu corpo e agi involuntariamente. peguei no caderno que estava mais perto, agarrei a caneta e comecei a escrever. já passou tanto tempo desde a última vez que te escrevi e hoje senti realmente necessidade de o fazer. o que mais dói durante a morte é cair no esquecimento. no esquecimento da voz, do cheiro e do sorriso. por mais que tente, não consigo mesmo lembrar-me da tua voz e do teu cheiro. o sorriso posso vê-lo quando estou a observar fotos tuas, mas já não sei o que é senti-lo perto de mim. dói muito. dói mesmo muito porque sempre pensei que cada pedaço de ti ia ficar eternamente comigo. mas afinal isso não é verdade. só trago comigo aquilo que me ensinaste. e independentemente do que possas pensar, foi mesmo muito. eu lembro-me perfeitamente do dia em que te perdi. talvez seja o único momento da minha infância que eu consigo recordar com clareza. quando estavas no hospital e ninguém me dava noticías tuas, eu tremia. não conseguia dormir. estava deitada na cama ao lado da minha mãe e só pensava no medo que tinha de te perder. quando soube que nunca mais te voltaria a ver, uma parte de mim deixou de existir naquele momento. lembro-me do meu pai se sentar comigo e tentar explicar-me da melhor maneira o que tinha acontecido. baixei a cabeça e os meus olhos encheram-se de lágrimas. a partir daquele dia nunca mais fui a mesma pessoa. porque como eu já te disse, tu levaste uma parte de mim contigo. mas sei que pelo menos essa parte ficou com uma das melhores pessoas que já passaram na minha vida. ficou com uma pessoa que nutria realmente amor por mim. e acredita que eu acho incrível o amor entre pessoas do mesmo sangue.
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